Para ouvir (Aperte play)

Amar você

pura e simplesmente

como uma criança

quando tudo é novidade

Amar intensamente

Amor e amar




Linda história e inesquecível...
O sol e a Lua

Inesquecível...O Sol e a Lua...

quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

O amanha...

Eu nao preciso de fogos em minha porta.
Nao preciso de sorrisos mornos, taças de champagne a minha volta.
Nao preciso do branco do vestido e a paz tao desejada...
Preciso do seu sorriso doce, e de você sentado na varanda da minha casa.
Preciso que ouça quietinho minha cançao, mesmo que seja aquela cançao triste, e diga olhando nos olhos meus que vai ficar tudo bem.
Preciso de você, onde quer que esteja, quem quer que seja...
Se é que existe você...
Se é que existe o amor...

segunda-feira, 6 de setembro de 2010

Tu vives



Rutilante diante ao sol da tarde
Miragem era ver teus olhos calidos em esmeralda
Suas pele clara, macia como o tactear num pêssego
Seus ombros junto ao meu
Nossas mãos trémulas se tocavam
A voz tímida calou-se num beijo que se fez tão pálido perdido no tempo
Amores amizades
Sentimentos tão confusos
Menino bonito...Estremecias meu pobre coração
Lá estavas guardado ao inesquecível
Esperou-me...
Esperei-te...

Reencontro...
Alegria inexplicável é conhecer-te e ter tanto a conhecer
Nossos confessos apaixonados
Seu olhar cabisbaixo ao ouvir-me que és anjo meu
Meu sorriso encabulado ao ouvir-te sua linda ser eu
Refez- me menina em seus braços ao me abraçares
Como poesia o sussurro juntinho do ouvido
O perfume exalando de nossos corpos
Me reecontro ao tocar-te a pele
Beijar-te em qualquer lugar
No escurinho(...)
No clarinho(...)
Ou ainda no silêncio
E mesmo assim
Estamos apenas eu e você
E esse irresístivel desejo de nos entregarmos
Sempre e novamente
Aqui estais ao inesquecível
E ao que vira...
Certamente viveras

Como eu quero


Deixe-me afogar esta saudade nos braços teus
Deixe-me descansar sobre tua pele loucura minha
Deixe-me aspirar de tua boca o melhor beijo
Deixe-me fixar-te em detalhes na retina dos olhos meus
Deixe-me velar-te o sono
Deixe-me ser tua primeira imagem ao amanhecer
Deixe-me dizer-te mesmo que na ausência de lábios
Que és minha doce lembrança
Meu segredo
Meu medo
Minha coragem
Minha loucura
Meu inesquecível e veemente desejo
Eu quero você...
Como eu quero...

quinta-feira, 5 de agosto de 2010

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Comentário poético


Alças voos em cores
Asas abertas em sonhos
Multi coloridos destinos
Nas asas dessa borboleta

Pousas flores e doces
Beijos que buscas nelas
Flores lindas singelas
Em breve tempo de vida


Este é um comentário poético de Antonio Campos, meu incentivador e amigo mais que especial.
Como sempre seus comentários são lindos gentis e super construtivos. Por isso, é muito mais que uma honra postá-lo aqui.

sexta-feira, 2 de julho de 2010

Comentário poético



Com um pedaço de giz
E a efervescência de desejos na cabeça
Gravar nas paredes do quarto vazio
Os desígnios do coração
Rabiscar as palavras do mais doce sentimento
Calcular as letras para formar as frases perfeitas
Difamar os que não admiram tua beleza
Andar nos labirintos do amor absoluto
Ser o profeta que concebe as primazias de tua perfeição
Em doses homeopáticas espargir a felicidade de ter você
Como fonte de alegria absoluta
Força invisível e transcendente
Que alimenta a alma no exercício exaustivo
De atravessar os dias de maior aflição e tormenta
(Andarilho)

Um dos comentários poéticos mais lindos que ja recebi.



sábado, 12 de junho de 2010

Decepção

Posso ver e sentir o teu cantar por sobre árvore
Frente à outra janela
Já tão distante se fez de todas as lembranças
de palavras tão doces que pareciam tão reais
Tua voz moldada em versos tão suaves
agora se faz sensível aos olhos de outros telespectadores
que te aguardam ansiosos
Tens te dedicado a outros conselhos
Outros olhos
Outras bocas
Outros sorrisos
Outras histórias
Talvez tão iguais às minhas
Ou um tanto quanto sem sentido
Do que posso me valer agora
De tudo que vejo e sinto
Quanto àquele lindo e doce pássaro
Que me sentia mesmo sem tocar
Sabia quando havia tristeza
Alegria
Mesmo que não tivesse noção do quanto tocavas minh'alma
Mesmo que por muitas vezes duvidasse daquilo que acreditasse
Alma que doi profundamente agora quando faz de mim
O que todos eles fizeram
Uma tela borrada e pendurada numa parede de um beco escuro qualquer

terça-feira, 25 de maio de 2010

Intensamente nós...



Entre as belezas raras e simples desta vida
Encontrei o tangível
E reencontro você
Amo saber que estas ai
Que estas aqui
Que estamos

Seus olhos juntos aos meus
Sua boca junto da minha
Nossos pensamentos se encontram

Nossas lembranças se encaixam

Me deleito ao infindo mar dos olhos seus
Tuas palavras sinto sussurar nos ouvidos meus

Andas... ao encontro meu
E me resgata
E acontece tudo novamente
Nós dois Intensamente

Eu sou...


Eu sou o ouvido a ser recitado
Sou os olhos a serem fitados
Sou a pele a ser tocada
Sou a boca a ser beijada
Não sou a ser decifrada
A ser entendida
A ser dedilhada
A ser um sonho ou apenas inspiração
Sou a ser amada
O resto é quase nada
Aprendi ser apenas uma mera ilusão

Quadro

O quadro na sua parede
Quadro surreal
Abstrato

Aquele quadro penduraste ali
Ficaste observando-o
Enquanto escrevia a ponta dos seus dedos
Da pintura
Fizeste inspiração e nada mais

terça-feira, 18 de maio de 2010

Verdes...


Profundo mar de verdes águas...
Ou são duas esmeraldas?
Incógnitas são os olhos seus
Diante dos meus
Me afoito ao intento de decifrá-los
Não me cabe a capacidade para desenhá-los
Nem a mim que tenho o dom nas pontas dos dedos
São únicos
São perfeitos
Deste mar quero ser sereia
Ou se forem esmeraldas
Deles quero ser garimpeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Refaço-me...

Fiz-me...
Fiz-me por amor

Amei por mim
Amei por ti
Infindo era o teu céu
Teu negro céu
Fiz-me no centro dele
À escopo de trovoadas
Nele formou-se uma constelação de estrelas diversas
Fiz-me...
Fiz-me uma delas

Por acreditar que eras tu
Fiz-te também
Fiz-te verdadeiro
Fiz-te único
Por teus eloquentes sinais
Agora eis-me aqui na varanda sentada
Olhando para o céu, ao longe à constelação
Às trovoadas
Refaço-me...
Numa simples canção de violão
E nada mais

Cativo


Os pássaros voam traçando o céu da fria alvorada
Não há pouso aos largos deste desconsolo
Não há raio entrando pelas fendas...
O sol se faz covarde perdido dentre horas e dias
Sobre a janela há um olhar petrificado
Ouvido que aguarda em sentinela o suave sonoro
Ao final do bailar dos pássaros
Ah... Doces contentos...
O verde balouçar dos galhos
E as lindas flores que de outrora pareciam sorrir
Singelas
Dá lugar ao farfalhar de folhas secas que caem ao chão
Ouve-se um suspirar
Batidas de um temeroso coração
Mãos trêmulas sobre o papel
Decifrando em rabiscos
Quanto ao rumo da seta às plumagens do livre volátil...
Lágrimas pendem-se nos olhos
Pois não mais haverá alvorada
Estas sob jaula
Estático
Fazendo-se cativo
Tendo as chaves de libertação
Fixadas às mãos

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tempos de outrora...Sinto falta...


Tempos de outrora... Sinto falta...
Das coisas simples,
Em que se apascentava a explosão de sonhos e sentimentos, nos simples gestos.
O sentir da grama verde molhada pelo orvalho sob os pés.
O exibir da florzinha no cabelo roubada do jardim da vizinha.
O som das águas da cachoeira batendo sobre as pedras.
A brincadeira de pega, correndo por entre o mato rasteiro do campo.
O gosto doce da fruta, fresca degustada ao pé da árvore.
O sorriso cabisbaixo, no corar da face da menina tímida.
O toque trémulo das mãos suadas de paixão.
O contar das horas sobre a janela, à espera da linda moça passar.
O estalar dos olhos, as batidas alvoroçadas do coração ao encanto de um primeiro beijo.
E agora essas horas frias, corridas, perdidas ao descompasso.
Que de sonhos, tornam-se ilusões e devaneios.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Asas de pétalas


Ah minhas asas de pétalas...
Voam também como as borboletas
As vezes entrelaças
Noutras teimosas voam desgarradas
Flutuando no breve espaço dos sonhos
Alçando sobre o cimo dos desejos
Arfando iminente aos lábios
Pairando pousar num beijo

domingo, 9 de maio de 2010




VIX * A paz que vem de sua beleza nos faz sentir mais próximos de Deus.
O abrir dos braços nesse imenso azul do céu, é como se tocasse na palma da mão de Deus.
Que o tempo parasse agora! Tão bom sentir que somos tão pequenininhos, mas tão amados por ele. (Feliz)

Feliz dia das Mães! Parabéns à todas nós!



Mãe sentir parte de você, que alimenta
Sentir teu braço forte que segura
Tuas mãos que acalenta
Mãe meu ponto de chegada
Onde deixaste que Deus por nove meses fizeste de ti minha morada
Mãe meu ponto de partida
Por onde desgarrada do teu ventre com lágrimas nos olhos
Me deixaste seguir minha vida
Mãe sei que mesmo quando teus braços cansados não mais puderem me segurar
Mesmo com tua voz frágil, não mais puder pra vida me preparar
Estarei segura nos braços dos teus ensinamentos
Estarei preparada com a voz dos teus exemplos
Mãe amiga
Dom de Deus
Rocha viva
Segurando o mar e as tempestades da vida
Te amo
Hoje
Amanhã
E ainda quando não houver corpo
Estarei te amando em alma
Eternamente
Mãe






sábado, 1 de maio de 2010

Oceano Nox (Minha homenagem ao mar)

Infinitamente lindo...
Palavras não expressariam quão grande minha emoção...


Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...

Antero de Quental

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Mar...


Quão grande é a paz que vem de ti
O silêncio no chiado do mar
A doce melodia das gaivotas sobre teu céu a voar
As embarcações que em ti fazem pouso
Um sorriso em meus lábios
Que nos olhos misturam-se ao choro
Impávido gosto do sal que na boca escorre doce
Ao meu intento torná-lo tangível em todo tempo
Sobre o pináculo de tua grandeza minha alma paira em sentinela
A contemplar ao infinito primor de tua beleza
Mar...
Que ao desdém de mim
E deste meu coração soprano
Ao som manso de tuas águas
Sejam sinfónicos à esta paz tão desejada
Que à brandura cordial de minhas palavras
Esquecidas no tempo
Traga-me blandícias e acalento
Após o sublevar de tuas ondas fluídas no vento
Mar...
Em tua bravura fria me entrego
Entre a soledade amarga da minha dor
E a tua tranquila verdade
felicidade

À margem me deleito
descanço


Porto*

terça-feira, 20 de abril de 2010

quinta-feira, 15 de abril de 2010

quarta-feira, 14 de abril de 2010

sábado, 10 de abril de 2010

As formas do "Amor"





Há muitas formas de amar...
Há amores que se falam em silêncio, apenas por um olhar, um sorriso, um gesto.
Ou apenas um sinal e cremos.
Muitos perduram mesmo após a morte nos corações de quem tanto se amou.
Se tornam inesquecíveis doces lembranças.
Outros usam desta palavra tão pura que é o "Amor" para justificar suas atitudes e inseguranças.
Se tornam em inesquecíveis mágoas que perduram em corações rancorosos.
Por um orgulho bobo mesmo que pelo sim ou pelo não nossos ouvidos insistem em ouvir o suave som do "Eu amo você", mesmo que a boca fale e o coração não sinta. Afinal não podemos dizer do que se passa a fundo nos corações alheios. Disse Jesus: " O coração é enganoso" nele habita o orgulho, tanto a verdade quanto a mentira.
Todos nós nascemos com o dom do amor para varias formas de amarmos e sermos amados. Mas pouco nos damos a este dom e o usamos de forma errónea.
Por vezes idealizamos possibilidades para substituir a falta de amor do outro com amor dobrado, ou seja amarmos por dois. Outras vezes nos acomodamos com o muito gostar do outro e achamos que ja é de bom tamanho sentir carinho, costume ou apenas atração, ou seja tudo se resolve no quarto entre quatro paredes. Por não percebermos ou fingirmos não perceber, nos definhamos vivendo desta forma. Bem lá no fundo fica um vazio de insatisfação.
Não há covardia em erguer a bandeira branca para o amor, quando são derribadas todas as muralhas de um coração de pedra. Pois pode ser após uma grande guerra interior que os ouvidos se sensibilizam a ouvir o suave toque do amor, quando ele nos bater à porta.
Rendermos e abrirmos verdadeiramente o coração para o amor e falarmos dele sem medo, das angustias e insatisfações. Nos entregarmos ao que vale a pena ou termos a coragem de afastar Àquilo que nos fazem mal, e que devido as circunstâncias nos segam a ponto de tomarmos atitudes que fogem daquilo que verdadeiramente somos. Esta é a maior luta a ser vencida.
Afinal todos nós somos anjos, mas o que nos faz difente dos celestiais é justamente as possibilidades que nos foram dadas para o amor e a forma com que usamos este dom.




sexta-feira, 9 de abril de 2010

1 Coríntios 13 - Sobre o amor






1 Ainda que eu falasse as línguas dos homens e dos anjos, e não tivesse amor, seria como o metal que soa ou como o címbalo que retine.2 E ainda que tivesse o dom de profecia, e conhecesse todos os mistérios e toda a ciência, e ainda que tivesse toda fé, de maneira tal que transportasse os montes, e não tivesse amor, nada seria.3 E ainda que distribuísse todos os meus bens para sustento dos pobres, e ainda que entregasse o meu corpo para ser queimado, e não tivesse amor, nada disso me aproveitaria.4 O amor é sofredor, é benigno; o amor não é invejoso; o amor não se vangloria, não se ensoberbece,5 não se porta inconvenientemente, não busca os seus próprios interesses, não se irrita, não suspeita mal;6 não se regozija com a injustiça, mas se regozija com a verdade;7 tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.8 O amor jamais acaba; mas havendo profecias, serão aniquiladas; havendo línguas, cessarão; havendo ciência, desaparecerá;9 porque, em parte conhecemos, e em parte profetizamos;10 mas, quando vier o que é perfeito, então o que é em parte será aniquilado.11 Quando eu era menino, pensava como menino; mas, logo que cheguei a ser homem, acabei com as coisas de menino.12 Porque agora vemos como por espelho, em enigma, mas então veremos face a face; agora conheço em parte, mas então conhecerei plenamente, como também sou plenamente conhecido.13 Agora, pois, permanecem a fé, a esperança, o amor, estes três; mas o maior destes é o amor.
Apóstolo Paulo

domingo, 28 de março de 2010

Semente do amor



Que sejas infindo e simples assim...

Como as conchinhas do mar ao dormires abraçado.

Como o barulho da chuva caindo sobre o seu telhado.

Como as gotas ao escorrerem pelas vidraças de sua janela.

Como o calor dos raios de sol ao te aquecerem depois dela.

Como a singela alvorada ao desenho dos pássaros e suas cantilenas.

Como o néctar das flores ao deguste das abelhas.

Como o chiado do sol ao tocar o mar.

Como lindas borboletas livres a voar.

Como o resplendor da lua ao trazeres à noite fria acalento.

Como o som do farfalhar do trigo no campo ao vento.

Simples, porém intenso ao que possas ser...

Digno serás infindo ao meu bem querer.

Muito além das horas, dias de espera ou mera ilusão.

A verdadeira felicidade será germinada e cultivada,

Aos me deixares regar a semente do amor plantada,

No jardim do seu coração.


segunda-feira, 15 de março de 2010

Minha garota (My girl)


Eu sou assim...
Exatamente assim...
Afinal tenho alma de Ana
Com a leveza de pétalas de flor
Depois de uma tempestade
Volta o sol regateiro à sorrir
E eu que não sou boba
Sorrio junto dele
Afinal o que nos restam são
Simplesmente gargalhadas
Realmente os que me conhecem
Sabem que em meu coração não há espaço para mágoas
E que o perdão e a limpeza da alma
Cabe apenas aos humildes
E agora...
Com alegria ao coração
Vamos embalar nossa emoção
Ao doce som desta linda canção


Junto vai a tradução

Eu tenho a luz do sol num dia nublado
Quando está frio lá fora
Eu tenho o mês de maio
suponho que você diz:O que pode me fazer sentir deste jeito?
Minha garota (minha garota)
Falando sobre minha garota

Eu tenho tanto mel que as abelhas me invejam
Eu tenho uma canção mais doce
Do que os pássaros nas árvores

Refrão:
Bom, eu suponho que você pensa
O que pode me fazer sentir deste jeito?
Minha garota (minha garota)
Falando sobre minha garota

Eu não preciso de nenhum dinheiro, fortuna ou fama
Eu tenho todas as riquezas, baby,
Que um homem possa exigir

Refrão:
Falando sobre minha garota (minha garota)
Eu tenho sol num dia nublado,
Com minha garota
Eu tenho até o mês de Maio,
Com minha garota

Falando sobre minha garota,
falando sobre, ...Minha garota...

É tudo de que consigo falar:
Minha garota...(Falar sobre minha garota...)

Beijos de flor a todos!

Qual causa?...


Houve admiradores de meus dizeres
Ao qual sentiam delicadeza em meus traços desenhados
Gestos de sabedoria
Agora por mais que me inspire em conselhos germinados
Este ser vazio insiste habitar dentro de mim
Me aconchego nos braços do comodismo
Máscara do meu olhar perdido
Distendido sobre o fio do desconhecido
De personagens que eu mesmo crio
Mas nem mesmo acredito
Afinal o que sei da vida?
Senão deste mesquinho e julgo coração meu
O que sei do que se passa dentro dos corações alheios?
Senão das complexas estórias e rostos inspiradores que vejo
E os transformo em rancorosos e deploráveis alardes
Me sinto agradável quanto à trave que imagino-o aos olhos alheios
Sou um incógnita à vagar sem causa
Nem ao menos face tenho
Ao qual me dê à bater
Mergulho cega vazia
Mascarada
Mas se não à minha causa sei qual é
Enlaço a dos ocultos ao meu intento
Quanto mais obstino-me à avistável face ofuscar
Mais teço minha teia a olho nu
Daqueles que podem e me querem enxergar
(

sábado, 13 de março de 2010

Embriaguez





Tens o dom de inquietar meu coração.
Às batidas descompassadas.
De entorpecer minha emoção
Aos pensamentos desvairados
Ao enlear-me os olhos e sentidos nas páginas de você.
Menino levado.
Homem intrigante.
O que és tu afinal?
Qual mundo é este que tu habitas?
Pelo qual sigo labirinto à terra desconhecida.
Uma miragem a turvar-me as retinas.
Um fantasma a atormentar-me das fantasias.
Há em ti...
Ouvidos? Confesso dos meus desejos...
Mãos? Repouso dos meus seios...
Boca? Sacio absorto dos meus beijos...
Maior corpo ao meu? Vigor por sob meu despido arfar...
Delírio escaldante,
Desígnio alucinante,
Suor sobre a pele a me queimar.
Vício sedento a me transtornar.
Dose de excitação a me embriagar.
És tu
Minha ardente loucura
Onde não há abstinência
Ao que devo me conformar
Que deste vício jamais estarei sóbria

quarta-feira, 10 de março de 2010

domingo, 7 de março de 2010

Nossos Parabéns!




Provérbio de Salomão Capítulo 31, do versículo 10 ao 31:

Mulher virtuosa, quem a achará? O seu valor muito excede o de finas jóias. O coração do seu marido confia nela, e não haverá falta de ganho.
Ela lhe faz bem e não mal, todos os dias da sua vida. Busca lã e linho e de bom grado trabalha com as mãos.
É como o navio mercante: de longe traz o seu pão. É ainda noite, e já se levanta, e dá mantimento à sua casa e a tarefa às suas servas.
Ela percebe que o seu ganho é bom; abre a mão ao aflito; e ainda a estende ao necessitado. Não teme a neve, pois todos andam vestidos de lã escarlate. Faz para si cobertas, veste-se de linho fino e de púrpura.
Seu marido é estimado entre os juízes, quando se assenta com os anciãos da terra.
Ela faz roupas de linho fino, e vende-as, a força e a dignidade são os seus vestidos, e, quanto ao dia de amanhã, não tem preocupações.
Fala com sabedoria, e a instrução da bondade está na sua língua. Atende ao bom andamento da sua casa e não come o pão da preguiça.
Levantam-se seus filhos e lhe chamam afortunada; seu marido a louva, dizendo: Muitas mulheres procedem virtuosamente, mas tu a todas dominas.
Enganosa é a graça, e vã, a formosura, mas a mulher que teme ao SENHOR, essa será louvada. Dai-lhe do fruto das suas mãos, e de público a louvarão as suas obras.



Parabéns!

Maravilhosas mulheres

Que neste lindo dia que nos apruma

Tal como uma pluma

Que a paz nos seja leve



Beijos de uma para todas as outras flores!

Fada ou bruxa?...


Que ao inverso de uma fada,
Ao dar-lhe amor encantado.
Faças de mim uma bruxa,
Ao dar-lhe desgosto enfeitiçado.
Que ao inverso de uma flor perfumada,
Faças de mim um cardo despresado.
Diante ao deguste de frases e pensamentos,
Que de outrora pareciam-lhes tão doces contentos,
E agora dizem-se transformados em amargos lamentos.
Não cabe a mim indagar.
Pois sei quem sou, um ser tocável ao extremo sentimento.
E que fique esta escolha ao teu intento,
Imaginar ...
O que há por detrás a esta imagem que vês...
Pois fechar-se os olhos defronte ao espelho é refugiar-se.
Não é viver
Que meus pensamentos passem a vagar desgarrados de mim.
Assim deixo que minhas preocupações
Vão se indo...
Vão se indo...
(Ana Claudia* Ana Flor)
"Mas a minha tortura inda é maior:
Não ser poeta assim como tu és.
Para gritar num verso a minha dor!..."
(Florbela Espanca)

sábado, 6 de março de 2010

MEUS VERSOS...





Ah meus versos...
Quão tristes são meus versos...
Contentes se vão...
Diante a tua privação
Triste vazio é o regresso
Por meu infindo amor inconfesso
Quão tristes são meus versos...
Nasceram de ti,
crepitantes olhos
Qual sol poente ao final do dia
Quão tristes são meus versos...
Ao oculto dos teus olhos
Esvanecem-se
E jazem solitários a vagar
Dentro de mim
Lastimam-se a chorar
Por saudades de ti

quinta-feira, 4 de março de 2010

Pássaro Lírico


Há um pássaro com lindas plumagens de cores distintas
Vez em quando ao nascer da alvorada beleza infinda
Alça voo rumo a árvore de flores alvo singela
Defronte a minha janela
E com subtileza
Assenta-se com porte de realeza
Virtuoso pássaro que de olhos vidrados
Ao instigo de meu olhar desconsolado
Entoa sua cantilena de pássaro com sopranos de um lírico
Por vezes afortunado
Por vezes entristecido
Fecha-me os olhos
Aguça-me os ouvidos
Envolto a insinuante sintonia
Bailo ao doce sonoro da melodia
Finda ópera primorosa do pássaro plausível
Antes que possa eu o avistar
Voa relusindo-se traçando o céu do impossível
Pousa sobre o pináculo de sua morada
Eu adormeço neste mosteiro enclausurada
Abraçada ao intangível
A espera de uma próxima e infinda alvorada




terça-feira, 2 de março de 2010

Minha florsinha (Lucas)




Nasceu no meu quintal
Depois de um vendaval
De pranto

Regado com amor
Singelo como a flor
Do campo

O que mais posso sonhar
Ao ver o teu olhar
Risonho

No colo te afagar
Fazer você ninar
Meu sonho

Me resgatou contento
Quando o teu olhar brilhou
Ao coração meu

Me sanou sofrimento
Quando minha florzinha brotou
Das mãos de Deus

Ah meu anjo criança
De inocência tanta
Tua mão
Me ensina

A brincar de viver
Pra sempre ei de ser
Tua mãe
Amiga


Meu filho, enquanto houver vida em mim, eu viverei pra te amar.
Pois Deus me permitiu viver àquele momento tão doloroso para que eu desse vida à você.
E escolheu você para estar ao nosso lado por ter planos em nossas vidas.
Jamais macule teu coraçãozinho com perguntas que só cabem a Deus responder e ele
sabe o que é melhor para todos nós.
Não se preocupe jamais quanto a outra florsinha que germinou junto à você. Pois tenho certeza no fundo do meu coração, que ela esta feliz vivendo no jardim de Deus. E não se preocupe também quanto as próximas florezinhas que ainda estão por germinar, pois Deus saberá a hora certa de nos dar mais este presente. Assim como você que é a flor mais singela do meu jardim.

Deus obrigada, pois mesmo quando me faço por não merecer de tudo quanto fizeste por mim, sempre sinto tua mão estendida em minha direção.
Obrigada por nos permitir viver.

segunda-feira, 1 de março de 2010

domingo, 28 de fevereiro de 2010

Sentimental



Sinta meu carinho
Com a brisa suave
Que acaricia teu rosto desprotegido
Que este meu cuidado possa tocar
Muito além do que meus braços possam alcançar

Alma de poeta *Esperiência*


Quem pode decifrar a alma de um poeta?
Quem sabe sendo um outro poeta?
Alma sensível e perspicaz a capturar
Multiplicidade de histórias e sentimentos alheios
Há quem ri ou chora lendo essas estórias
E creem serem suas
Um poeta nem sempre fala por si
De si
Fala por seus lábios de sensibilidade
E o que inspira a alma naquele momento
Ou não haveria tantas inspirações a germinar
Mas há quem obstina-se a decifrar
A alma intrigante de um poeta
Hesita alçar voo livremente a todo amor e felicidade que esta ao lado
Fixando-se em sentinela sobre interrogações melindrosas
Não muito além
De onde possa ou queira
Avistar
Intriga-se em receio
Quanto
Ao bem estar da alma cativa à escrita de um poeta

Viver simplesmente sem culpas, mágoas
Ou medo
Se fazer feliz e fazer feliz
Ou triste
é assim...
Das mais complexas histórias faz-se as mais belas poesias
Inspiradas a felicidade ou a nostalgia
Experiência

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

ESCONDERIJO



Procuro a solidão
Como o ar procura o chão
Como a chuva só desmancha
Pensamento sem razão
Procuro esconderijo
Encontro um novo abrigo
Como a arte do seu jeito
E tudo faz sentido
Calma pra contar nos dedos
Beijo pra ficar aqui
Teto para desabar
Você para construir
(Ana Cañas)

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Fantasias


Ah se soubesses...

Ou pudesses decifrar das fantasias

Quanto aos beijos que mandavas

Onde eu os quisesse imaginar

Pasmaria-se

Imagine só! Uma flor com estupendas imaginações!

Hum...

Flor não tem cérebro

Muito menos sexo

Logo, não poderia ter fantasias

Mas como sou uma flor mulher

Tenho destas regalias

Desenho encantado no céu


Eis que surgi uma menina
Transformando cores em purpurina
Mistura todos os tons de forma entusiasmada
Depois pinta o céu com todas elas mescladas
De começo não entendo seu movimento desordenado
Como num vem e vai... muito mais que engraçado
Me vem risos e ao observa-la me faço encabulado
Pois me parece um tanto quanto amalucado
Mas ao fitar acima por entre as palhas do meu chapéu
Percebo lindas cores que se fazem no imenso azul do céu
Eis que a menina pega em folhas de papel com carinho
E mais que derrepente rasga-os em pedacinhos
Lança-os ao imenso azul que se faz ventania
Espalhando-se em farfalhos emitindo tons de alegria
Eis que meus olhos veem o que não posso acreditar
A pequena menina engraçada que parecia com as cores brincar
Em tantos movimentos confusos e felizes
Fez no céu um lindo e encantado arco-íris
E dos pedacinhos de papel
Fez lindas nunvens espalhadas pelo imenso azul do céu

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

NÃO CREIO

Realmente palavras voam e se dispersam ao vento
O que ficam são as escritas apenas
lembranças daquilo que jamais existiu
Não creio na poesia sem sua essência
Por não crer
temo ao que devo aprender adiante
e deixar que me perca da essência genuína
que formam minhas simples escritas
Que cesse em mim a poesia
e seu encanto em cada frase moldada
Ou eu a afogarei dentro do peito
Prefiro vê-la morrer
à ter que viver e escrever
inspirada à um vasto vão breu
ao qual não creio
e ninguém creia

"Aquilo que supus ser a essência, e tanto confessei amar na poesia, acaba por me fazer uma lacuna."

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

Ana Flor


O sopro de um vento frio passa
Emitindo no silêncio da tarde tranquila
Um sibilo rangido por entrelaçar as árvores
Entoando um canto de lamento
Os galhos balouçam inclinando-se
Uma última flor presa aos galhos
perde suas forças
desprende-se e cai ao chão
Suas lindas pétalas coloridas desatam de sua essência
Dispersam-se esvoaçando com a força do inverno que acabara de chegar
Linda flor triste com suas pétalas coloridas espalhadas pelo chão
Última flor da temporada
É certo que outras flores nascerão em seu lugar
nas próximas estações
Talvez mais perfumadas
Talvez mais coloridas
Mais fortes
Mais belas
Porém não mais...
flor e encantadora quanto esta


Findam versos de Ana Flor * Intensamente eu...

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

LUCAS

A minha mãe é linda
Como uma margarida
A minha mãe é bela
Como as flores da primavera
A minha mãe é cheirosa
Tem o perfume das rosas
Minha mãe tem olhos de mel
Que brilham como as estrelas no céu
Na minha mãe eu dou abraços de montão
Ela merece
Pois mora no meu coração
(Poeta* Lucas*) Oh meu Deus eu mereço isso?...
EU TE AMO
♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥ ♥

Dorme nos meus braços
Me beija
Diz ser eu a coisinha mais linda
em todo mundo
Me ouve quietinho
Sorri e chora juntinho de mim
Meu ponto de chegada
Meu ponto de partida
A minha maior parte
e a mais intensa
Meu amor maior
é você
Meu filho querido

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

USURPADORA DE VOCÊ

Não oprimas os teus quereres
Nem te cales dos teus dizeres
ou o que esperam
minhas asas sem o voo
E as sementes que ao céu arremessou
e todas elas que germinam
Rendo minha alma a ser cativa
Rendo meu ser enciumado
Não sendo eu senhora dos fios dourados
e do fruto amendoado
nos olhos daquela que de ti tem tanto amor
nem ser a essência daquilo que fazem teus dedos delinear
Não me causa pezar ter olhos negros
se me fazem o resplendor da lua avistar
Meu âmago é plácido e incessante
mesmo que o faças derradeiro
à este sôfrego amor que te faz prisioneiro
Quero aspirar de ti o que jogares ao vento
Mesmo que meu intento
tome forma de nostalgia
e ande atreito à utopia
inspirado da tua alegria
ou do teu lamento
Peço-te então apenas que me deixes ser
o que me resta ser...
usurpadora de você

SEGREDO


Te beijarei todos os dias

do anoitecer ao amanhecer

no silêncio da minha alegria

em segredo no sonhar com você

assim independo que queira

desse meu jeito sem eira nem beira

mas tem tanto bem em te querer



E restaram apenas eu e a poesia ...

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

VAIDADE


Sonho que sou a Poetisa eleita,

Aquela que diz tudo e tudo sabe,

Que tem a inspiração pura e perfeita,

Que reúne num verso a imensidade!

Sonho que um verso meu tem claridade

Para encher todo o mundo!

E que deleita

Mesmo aqueles que morrem de saudade!

Mesmo os de alma profunda e insatisfeita!

Sonho que sou Alguém cá neste mundo...

Aquela de saber vasto e profundo,

Aos pés de quem a terra anda curvada!

E quando mais no céu eu vou sonhando,

E quando mais no alto ando voando,

Acordo do meu sonho...

E não sou nada!...

(Florbela Espanca)


sábado, 6 de fevereiro de 2010

Minha dor


Quem me dera esvaecer em pranto

Quem sabe me calasse

Esta nostalgia

Quem sabe me afagasse

Esta alma fria

Que clama num silêncio

E não sei por quê

Saudade num lamento

E não sei de quê

terça-feira, 2 de fevereiro de 2010

SABOR DE POESIA


Minha poesia quer fluir

Indo de encontro ao vento

Absorva-a para dentro de tí

Num delicioso sabor de beijo

RECICLADOR DE EMOÇÕES


São vagas noites alucinadas sobre teus dizeres
São versos raros germinados
a todos jogados ao vento
Inspirações recolhidas aqui e acolá
aspiradas de mim
ou além
E o que se passa ai
do outro lado?
Mundo desconhecido
dentro dos teus fantasmas?
Eles vagam como os meus?
Visitam-me ao anoitecer
Me traz uma rosa vermelha
nas mãos
Deixa sobre os lençóis branco
Açoita meu leito
revirado
Enlaça minha dor no teu peito
Faz minha tua única inspiração
Embate delírios do meu coração
dilacerado e faz curar
Alforria minha alma escrava
Rende seus dedos
aos contornos trigueiros
na escrita do prazer
do meu amar



Inspirado na poesia de Álvaro Faria
http://todapalavranenhuma.blogspot.com/2009/10/reciclador-de-palavras.html

domingo, 31 de janeiro de 2010

TE OUVIR


Hoje sexta-feira

e eu só preciso ficar só

Estou deitada no chão

aqui na varada

Madrugada a olhar as estrelas

Único momento que eu possa me calar

pra te ouvir

olhar dentro de mim

e ver o que esta errado

Estou com tanto medo

A lua esta fria e iluminada

Não quero que ninguém me veja

Quero apenas ficar só

Eu

este céu iluminado

E te ouvir

Senhor

15/01/2010

sábado, 30 de janeiro de 2010

Os versos que te fiz


Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que a minha boca tem pra te dizer!

São talhados em mármore de Paros

Cinzelados por mim pra te oferecer.

Têm dolência de veludos caros,

São como sedas pálidas a arder ...

Deixa dizer-te os lindos versos raros

Que foram feitos pra te endoidecer!

Mas, meu Amor, eu não tos digo ainda ...

Que a boca da mulher é sempre linda

Se dentro guarda um verso que não diz!

Amo-te tanto!

E nunca te beijei ...

E nesse beijo, Amor, que eu te não dei

Guardo os versos mais lindos que te fiz!


Florbela Espanca

sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

HÁ UM ESPAÇO VAZIO

Abro a porta e vejo
Há um espaço vazio
No meio da sala ainda esta o vaso com flores sobre a mesa
Aquelas que você mais gostava
Sinto uma brisa fria vindo da janela
Ja faz algum tempo que as janelas estão fechadas
O teu perfume esta aqui
Teus cabelos negros continuam roçando meu rosto
Você faz tanta falta
Há um vazio dentro de mim
Imenso vazio
Deve ter algum lugar confortável pra mim
Neste mundo
Por mais que eu me esforce
Eu falho e me vejo quebrado e vazio
Estou disfarçando por detrás desse sorriso
Mas quando chega à tarde
Eu sei que não estou bem
Ando me escondendo
Esta aqui um grande espaço vazio
Dentro de mim

QUERER TANTO


A solidão dói fundo
Machuca a alma
Me afadigo nesta espera
que teus lábios se abram
E me digas tudo que preciso ouvir
e se entregue a mim

leve e simples assim
Eu sei que posso te merecer
É tão imenso meu bem querer
que ja não me cabe dentro do peito
Receio em imaginar que fico a vagar em minhas próprias palavras
e que elas passam em teus ouvidos como o passar do vento
Fico a agir como uma menina boba
Me alegro ao que me dedicas
naquele momento
Talvez o teu momento
e me entristeço quando penso que ele passa
e eu não estava ali naquele instante pra sentir
o teu momento junto ao meu
Te quero tanto
Que em tanto te querer
tenho nada
Apenas esta solidão
tentando a todo custo dentro dentro de mim
fazer morada

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

ULTIMA QUIMERA



Quando restarem apenas a dor da saudade
ultima quimera da tua ilusão
Não manche com lágrimas o rosto triste
neste barco de solidão
Alargue um sorriso
faça-o bailar em seus lábios
Feche lentamente os olhos
e sinta a brisa suave da noite chegar
Um outro sol
num outro dia renasce no horizonte
trazendo com ele uma linda manhã
aroma doce de calmaria
Então uma esperança embala teu sonho
e um sorriso desfaz teu pranto



(Inspirado de Ultima quimera- autor desconhecido)

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

LIBERDADE


Vou dirigindo meu carro para o lado Norte

Norte?

Ou será Sul?

Nem sei...

Ando sem destino

Sinto o vento tocando meu rosto

Esta sensação de liberdade me faz sentir que tenho asas

e posso voar para onde eu quizer

Aqui ou lá do outro lado do mundo

Não importa

Não poderia estar melhor

Eu aqui...

Indo sem destino ao som de " BOTTLE IT UP"

Abro meus braços

e sorrio para a liberdade


20/12/2009