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Amar você

pura e simplesmente

como uma criança

quando tudo é novidade

Amar intensamente

Amor e amar




Linda história e inesquecível...
O sol e a Lua

Inesquecível...O Sol e a Lua...

terça-feira, 25 de maio de 2010

Intensamente nós...



Entre as belezas raras e simples desta vida
Encontrei o tangível
E reencontro você
Amo saber que estas ai
Que estas aqui
Que estamos

Seus olhos juntos aos meus
Sua boca junto da minha
Nossos pensamentos se encontram

Nossas lembranças se encaixam

Me deleito ao infindo mar dos olhos seus
Tuas palavras sinto sussurar nos ouvidos meus

Andas... ao encontro meu
E me resgata
E acontece tudo novamente
Nós dois Intensamente

Eu sou...


Eu sou o ouvido a ser recitado
Sou os olhos a serem fitados
Sou a pele a ser tocada
Sou a boca a ser beijada
Não sou a ser decifrada
A ser entendida
A ser dedilhada
A ser um sonho ou apenas inspiração
Sou a ser amada
O resto é quase nada
Aprendi ser apenas uma mera ilusão

Quadro

O quadro na sua parede
Quadro surreal
Abstrato

Aquele quadro penduraste ali
Ficaste observando-o
Enquanto escrevia a ponta dos seus dedos
Da pintura
Fizeste inspiração e nada mais

terça-feira, 18 de maio de 2010

Verdes...


Profundo mar de verdes águas...
Ou são duas esmeraldas?
Incógnitas são os olhos seus
Diante dos meus
Me afoito ao intento de decifrá-los
Não me cabe a capacidade para desenhá-los
Nem a mim que tenho o dom nas pontas dos dedos
São únicos
São perfeitos
Deste mar quero ser sereia
Ou se forem esmeraldas
Deles quero ser garimpeira

segunda-feira, 17 de maio de 2010

Refaço-me...

Fiz-me...
Fiz-me por amor

Amei por mim
Amei por ti
Infindo era o teu céu
Teu negro céu
Fiz-me no centro dele
À escopo de trovoadas
Nele formou-se uma constelação de estrelas diversas
Fiz-me...
Fiz-me uma delas

Por acreditar que eras tu
Fiz-te também
Fiz-te verdadeiro
Fiz-te único
Por teus eloquentes sinais
Agora eis-me aqui na varanda sentada
Olhando para o céu, ao longe à constelação
Às trovoadas
Refaço-me...
Numa simples canção de violão
E nada mais

Cativo


Os pássaros voam traçando o céu da fria alvorada
Não há pouso aos largos deste desconsolo
Não há raio entrando pelas fendas...
O sol se faz covarde perdido dentre horas e dias
Sobre a janela há um olhar petrificado
Ouvido que aguarda em sentinela o suave sonoro
Ao final do bailar dos pássaros
Ah... Doces contentos...
O verde balouçar dos galhos
E as lindas flores que de outrora pareciam sorrir
Singelas
Dá lugar ao farfalhar de folhas secas que caem ao chão
Ouve-se um suspirar
Batidas de um temeroso coração
Mãos trêmulas sobre o papel
Decifrando em rabiscos
Quanto ao rumo da seta às plumagens do livre volátil...
Lágrimas pendem-se nos olhos
Pois não mais haverá alvorada
Estas sob jaula
Estático
Fazendo-se cativo
Tendo as chaves de libertação
Fixadas às mãos

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Tempos de outrora...Sinto falta...


Tempos de outrora... Sinto falta...
Das coisas simples,
Em que se apascentava a explosão de sonhos e sentimentos, nos simples gestos.
O sentir da grama verde molhada pelo orvalho sob os pés.
O exibir da florzinha no cabelo roubada do jardim da vizinha.
O som das águas da cachoeira batendo sobre as pedras.
A brincadeira de pega, correndo por entre o mato rasteiro do campo.
O gosto doce da fruta, fresca degustada ao pé da árvore.
O sorriso cabisbaixo, no corar da face da menina tímida.
O toque trémulo das mãos suadas de paixão.
O contar das horas sobre a janela, à espera da linda moça passar.
O estalar dos olhos, as batidas alvoroçadas do coração ao encanto de um primeiro beijo.
E agora essas horas frias, corridas, perdidas ao descompasso.
Que de sonhos, tornam-se ilusões e devaneios.

terça-feira, 11 de maio de 2010

Asas de pétalas


Ah minhas asas de pétalas...
Voam também como as borboletas
As vezes entrelaças
Noutras teimosas voam desgarradas
Flutuando no breve espaço dos sonhos
Alçando sobre o cimo dos desejos
Arfando iminente aos lábios
Pairando pousar num beijo

domingo, 9 de maio de 2010




VIX * A paz que vem de sua beleza nos faz sentir mais próximos de Deus.
O abrir dos braços nesse imenso azul do céu, é como se tocasse na palma da mão de Deus.
Que o tempo parasse agora! Tão bom sentir que somos tão pequenininhos, mas tão amados por ele. (Feliz)

Feliz dia das Mães! Parabéns à todas nós!



Mãe sentir parte de você, que alimenta
Sentir teu braço forte que segura
Tuas mãos que acalenta
Mãe meu ponto de chegada
Onde deixaste que Deus por nove meses fizeste de ti minha morada
Mãe meu ponto de partida
Por onde desgarrada do teu ventre com lágrimas nos olhos
Me deixaste seguir minha vida
Mãe sei que mesmo quando teus braços cansados não mais puderem me segurar
Mesmo com tua voz frágil, não mais puder pra vida me preparar
Estarei segura nos braços dos teus ensinamentos
Estarei preparada com a voz dos teus exemplos
Mãe amiga
Dom de Deus
Rocha viva
Segurando o mar e as tempestades da vida
Te amo
Hoje
Amanhã
E ainda quando não houver corpo
Estarei te amando em alma
Eternamente
Mãe






sábado, 1 de maio de 2010

Oceano Nox (Minha homenagem ao mar)

Infinitamente lindo...
Palavras não expressariam quão grande minha emoção...


Junto do mar, que erguia gravemente
A trágica voz rouca, enquanto o vento
Passava como o voo dum pensamento
Que busca e hesita, inquieto e intermitente,

Junto do mar sentei-me tristemente,
Olhando o céu pesado e nevoento,
E interroguei, cismando, esse lamento
Que saía das coisas, vagamente...

Que inquieto desejo vos tortura,
Seres elementares, força obscura?
Em volta de que ideia gravitais?

Mas na imensa extensão, onde se esconde
O Inconsciente imortal, só me responde
Um bramido, um queixume, e nada mais...

Antero de Quental