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quinta-feira, 11 de agosto de 2011

Trinta e tantos...


Eu aprendo...

Não é por falta de inspiração que não devo postar uma poesia hoje. É que vou tentar falar um pouco sobre ter trinta e tantos anos.

Eu poderia dizer que aprendi, mas não é apenas isso que quero dizer. Então vou escrevendo para ver o que dá...

É engraçado, que às vezes rio sozinha. Eu e minhas caraminholas... Mania de analisar tudo e pode ter certeza que sou a primeira da lista. E mesmo assim cometo um monte de besteiras com esse meu jeito atrapalhado.

Me lembro que aos quinze anos de idade, eu fazia uma ideia muito diferente do que era passar dos trinta.

Ah meus quinze anos... Fase interessante, em que tudo parece possível, até as mais absurdas imaginações, confesso sempre ter tido a imaginação muito fértil, ela quase tinha vida própria. Eram sonhos aveludados de inocência.

Quando me imaginava com o tal dos “trinta”, o que passava pela minha cabeça, estar casada, ter filho da minha idade e quem sabe até netos. Estar no final de tarde sentada na minha cadeira de área fazendo um tricozinho, alguns bordados. Como já diz tudo acima, imaginava que aos trinta, seria uma quase que idosa. Já realizada, com os pés bem fincados no chão.

Bom, para minha decepção ou não, os trinta me chegaram, e sabe quando aquela ruguinha começa a te incomodar? Pois é, mas não é apenas isso. Por que estética dá-se um jeito. O pior é chegar a essa idade e perceber que você não muda drasticamente, ao ponto de se transformar em outra pessoa, apesar das decepcionantes rugas refrescarem a memória todos os dias diante do espelho, de que o tempo passa.

Às vezes me pego a pensar e analisar algumas situações, então percebo que os quinze anos reina vez em quando. Não que isto seja totalmente ruim, afinal tudo conta como experiência, mas confesso alguns arrependimentos.

Eu aprendo...

Chegando aos trinta, conheci o mundo virtual, olhei o mundo da minha janela de computador. Algumas situações me entristeceram, indiretamente magoei e me magoei também. Mas passada a tempestade estou bem.

Por outro lado tive experiências boas, me encontrei na essência da poesia, pude colocar ao mundo frustrações e alegrias em forma de poesia, encontrei pessoas bacanas nesse caminho. Pude enxergar o quanto era pequeno o mundo em que eu vivia. Então me desfiz da promessa feita.

Viajei, conquistei com meus próprios méritos um espaço para fazer o que gosto e com isso meu sustento.

Passei férias com as primas, e foram os dias mais incríveis que já tivemos. Fizemos tatuagens iguais, selando assim amizade eterna. Imaginem só...Coloquei piercing!

E o mais incrível, a vida se encarregou de me trazer numa caixinha de surpresa meu reencontro com meus quinze anos nos olhos de um antigo e grande amor. Ouvi quietinha com os ouvidos do coração, e o mal entendido desfeito, perdoei. E digo que isto é uma dádiva e faz tão bem.

Tomei cerveja e fiquei bêbada e com isso descobri que choro e sorrio ao mesmo tempo fazendo as pessoas rirem ainda mais, porque nem assim deixo de ser chorona e risonha.

Soube o que é dor ao sentir o que é saudade de verdade. Tive ódio e amor ao mesmo tempo. Disse "Nunca mais" e voltei atrás.

Fui apresentada ao meu próprio corpo e com muito prazer me tornei mais mulher.

Me vesti, me maquiei, e me senti viva. Dancei e paguei mico ao perceber que "Discoteca" hoje é "boate".

Cortei os cabelos compridos, tingi pela necessidade de cobrir os primeiros fios brancos.

Retomei aulas de violão, e vejo que a poesia cantada é simplesmente linda, esta na minha alma.

Conheci a minha raiz poética, e lembrei ainda mais da minha adolescência, do livro roubado da biblioteca, que travessura! Das horas que passei lendo e tentando entender aquelas frases que falavam tanto de mim. Fiquei imensamente feliz em saber que ela esta viva, nunca a procurei, mas ela me encontrou, e me ensina com sua delicadeza, quando toca, quando canta, quando fala a mesma língua. Que homens também podem ser sensíveis e nem por isso deixar de ser homem. Quando me faz perceber que o minha simplicidade e a minha gentileza, pode tudo transformar e somar grandes amizades. Que escrever não é futilidade, mas ainda não da pra ser minha prioridade.

Aprendo a ser melhor mãe, filha, amiga, apaixonada pela vida, por mim e por tudo que me rodeia.

Confesso que ter trinta anos, não é ser outra pessoa e nem precisa ser assim. De vez em quando os "quinze anos" me atormentam, mas eu paro, penso e digo "Você não é mais nenhuma adolescente!" rs

E por outro lado, também faz bem porque percebemos que com a idade adquirimos experiência, mas de verdade! Não deixamos de sonhar. Os desejos e sonhos não envelhecem.

Para ser feliz não tem idade se o coração pulsa forte dentro do peito.

Assim e desse jeito quero ter meus quinze anos, nos trinta e tantos, sessenta e tantos, cento e tantos...Ops! Ou até quando não mais puder o coração sustentar essa eterna menina.

3 comentários:

  1. Sensacional!!!!!!!!
    Essa tua confissão ou desabafo é digno da MULHER linda fisica e espiritualmente que és. Continue sim a menina com essa cabeça de MULHER que demonstras nessas linhas e nas linhas poéticas que nos escreve. Pois existe algo em comum entre nós eu sempre confessei sou ainda o menino travesso mesmo que meu fisico diga não a cabeça faz acontecer com certeza.

    " Meus Passos...."
    Passo...
    e meu passo
    não tem o mesmo compasso

    meu corpo então só
    perdeu teu abraço

    sentimentos e laços
    vagam pelo espaço
    como aves a procura do ninho

    nesse inverno frio sentimento vazio

    uma pandorga
    outorga ao menino
    a procura solitária
    por seu destino

    passos...
    e meus passos
    perdem-se no espaço.

    Antonio Campos 01/08/11.
    Postad" Meus Passos...."
    Passo...
    e meu passo
    não tem o mesmo compasso

    meu corpo então só
    perdeu teu abraço

    sentimentos e laços
    vagam pelo espaço
    como aves a procura do ninho

    nesse inverno frio sentimento vazio

    uma pandorga
    outorga ao menino
    a procura solitária
    por seu destino

    passos...
    e meus passos
    perdem-se no espaço.

    Antonio Campos 01/08/11.

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  2. Cara Ana é preciso ter personalidade para escrever o que escreves siga assim sempre você mesma. Somos aquilo que pensamos não o que deixamos transparecer. Para que a sociedade nos enquadre como padrão de comportamento. Existe por trás dos muros altos da sociedade mistérios inescrupulosos que nem imaginamos. Não deixa teu coração lindo abafado sofrido por deixar de fazer aqui que sentes e chamas de amor. Chega de conversa beijão rsrsrrsrsrsrsrsr. Estive meio ausente por estar com programas numa rádio local. Breve te envio o link para acessares e te farei uma homenagem com certeza poetisa do amor.

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